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Bicicletas Gira gratuitas para quem tem passe de transportes continuam sem data prevista para início

Em novembro a autarquia dava garantias de que medida avançava “sem retrocesso em janeiro”. A proposta foi aprovada pela oposição e com votos contra da coligação Novos Tempos. Continua sem data.

A inclusão das bicicletas Gira no passe de transporte da Área Metropolitana de Lisboa estava prometida para o início do ano, mas ainda não existe qualquer data para que os utilizadores de transportes públicos em Lisboa possam também usufruir do serviço de bicicletas Gira sem que tenham de pagar mais por isso.

Ao longo dos últimos meses o Observador contactou por várias vezes a EMEL para perceber quando é que a medida vai entrar em vigor, mas fonte oficial da empresa tem explicado que “não há qualquer informação” ou “detalhes” sobre como e quando começará a ser disponibilizada essa função aos utilizadores de transportes públicos na área metropolitana de Lisboa.

Em resposta ao Observador, fonte oficial da autarquia lisboeta limita-se a dizer que “estão a ser desenvolvidos os mecanismos necessários para a integração da Rede Gira no passe”, reconhecendo, no entanto, que “ainda não existe uma data para conclusão e entrada em vigor da medida”.

Ora, não era este o plano inicial do executivo de Carlos Moedas. A 25 de novembro, o vereador responsável pela pasta da mobilidade, Ângelo Pereira, garantia que a inclusão das bicicletas Gira no passe Navegante entraria em vigor a partir de janeiro e que avançaria sem “qualquer retrocesso“.

Não era sequer uma originalidade de Moedas. A ideia foi lançada a 17 de setembro, em plena campanha eleitoral para as autárquicas pelo próprio presidente da EMEL, a empresa responsável pelas Gira na cidade. Luís Natal Marques dizia, ao Público, que a possibilidade “vinha a ser estudada” e que deveria “começar a ser disponibilizada no primeiro semestre de 2022”.

De facto, até 9 de fevereiro não havia sequer qualquer proposta aprovada pela autarquia para avançar com o projeto, nem dos tempos de Medina, nem dos primeiros meses de mandato de Carlos Moedas. Só a 9 de fevereiro se aprovou em reunião de Câmara uma proposta do Bloco de Esquerda.

No entanto, e apesar das garantias de Ângelo Pereira, os vereadores eleitos pela coligação Novos Tempos votaram contra. Na proposta, também subscrita pelo Livre, ficou definido que deviam ser desenvolvidos “os procedimentos necessários para a implementação da gratuitidade da rede Gira para quem tenha o passe Navegante ou Navegante Metropolitano ativo”. Um mês depois dessa aprovação em reunião de Câmara ainda não há qualquer data para a entrada em vigor da medida.

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